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Tem coisas que a gente faz porque precisa.

Foto do escritor: Cristina Silva
Cristina Silva
há 48 minutos
1 min de leitura

Eu nunca gostei de academia e atividades físicas. Por várias vezes paguei pacotes que, se eu frequentei 2x, já foi muito.

Porém, um ano e meio atrás, antes de iniciar a quimioterapia, ouvi a seguinte frase do cirurgião: "Vamos entrar em uma guerra, quanto do seu corpo está preparado para isso?" (se referindo à musculatura, ao processo inflamatório e ao tempo de recuperação). Eu, lindamente, me fiz de sonsa e achei que tudo aquilo era "balela de médico". Outro médico, que estava bem próximo, ainda enfatizou: "o tempo de UTI será reflexo de quanto tempo você malhou." Ali, naquele momento, minha ficha caiu. Tem coisas que a gente faz por gosto, outras a gente faz porque precisa fazer.

Óbvio que tudo isso virou muito superficial em 2026: academia virou encontro, roupas, looks modernos, maquiagem e tantas outras coisas. Mas isso só importa se for importante pra você, não se prenda a esse detalhe puramente lucrativo para o comércio.

A grande questão é que a OMS já determina que a atividade física é essencial para a saúde: recomenda-se de 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada (ou 75 a 150 minutos de atividade intensa), além de exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana. Isso reduz o risco de doenças crônicas, melhora a resposta do corpo a tratamentos como cirurgias e quimioterapia, e acelera a recuperação.

E quando você encontrar pessoas do bem, que acreditam no seu projeto de vida, que somam e te fazem rir, saiba que você chegou no lugar certo, para a atividade física certa.


 
 
 

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